Gerson é

E agora?

Primeiro me apaixonei por ela,
Depois pela filha dela.

E já não durmo mais direito.
Sonho acordado-depravado-tarado.

Aquele sorriso cristalino, saliva doce-de-anjo,
Aquelas tetas durinhas, arredondadas, implorando desejo e carinho
Aquelas nádegas viçosas, gritando-pedidndo por um encocho
Aquele rasgo de xana, implorando por mim-todo-duro...
Cacete.

Cacete.
Eu fico louco.
Louco-tarado.
Quero rasgar aquele hímem, com volúpia e delicadeza
Quero lamber tudo, pés, mãos, todos orifícios.

Eu fico cada vez mais tarado-apaixonado.
Fico teso, torto, tonto, desvairado.
Me sinto demente, me sinto indecente,
Me sinto amando-desejando-querendo-perdidamente.
E é pela filha dela e não mais por ela.

Que é que eu faço se esse tesão proibido nasce-brota espontâneo?
Eu me nego?
Eu me renego?
Eu me contenho o tempo todo?
Eu me reteso até explodir de tédio-tesão?

Ou eu me solto?
Deixo a doideira à solta,
Liberto essa vontade-louca?
Que é que eu faço de mim?

Eu me declaro-descancaro?
Eu a agarro e beijo e enteso?
Ou eu me amarro-amargurado?
Me nego, me cego, me punheto, me mato e me enterro?

E se quando eu ver novamente aquela pele suave,
Quando eu vislumbrar poder roçar aqueles pêlos de seda
Ou quando eu sentir o perfume daquela menina-juventude, viçosa?
Serei homem o suficiente para me conter outra vez?

E o que farei depois?
Continuo comendo a mãe imaginando a filha?
Ou conto, correndo o risco de ganhar o ódio das duas?
Como é que se mata paixão, tesão?
Como e onde é que se desliga esse botão?
Como é que se escolhe a quem amar?
Como é que se desarma o amor?
Como é que volta pra trás numa paixão proibida?
Como é que se deixa de sentir o que se sente?
E agora?


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